Ana Santos

Ana Santos nasceu em Espinho, em 1982. Vive e trabalha em Lisboa.
Licenciou-se em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (2005), fez o Projecto Individual na Ar.Co (2007) e concluiu o mestrado em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias na Universidade Nova de Lisboa (2010).
Foi a vencedora da 10ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP em 2013.
Foi artista em residência no International Studio & Curatorial Program, em Nova Iorque (2010-2011), com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, e no programa O Sítio das Artes, da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa (2007); frequentou o curso de Artes Visuais do programa Criatividade e Criação Artística, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian (2006); e estudou na Staatliche Akademie der Bildenden Kunst, em Karlsruhe (2004).
O trabalho de Ana Santos desenvolve-se a partir de uma prática diária de encontro e de acumulação de materiais e objectos. Cada objecto, cada material, contém em si mesmo a chave da sua solução: é o exercício da prática que permite testar, escolher, alterar, refazer, rejeitar, até finalmente encontrar a solução. O fazer constitui-se através do exercício e da prática de atelier e opera a partir da relação com os materiais.
O pensamento é pragmático, isto é, procura perceber as qualidades intrínsecas ao material e o modo como elas se resolvem no objecto artístico. Primeiro, surge o material e depois a solução. Os materiais não têm uma proveniência fixa, podem vir da rua (objectos encontrados) ou de lojas de materiais de construção. A escolha de material é baseada no seu comportamento físico, e nas possibilidades daquilo que pode ou não fazer.
O pensamento especulativo interroga as intenções, as motivações e as decisões que orientam o trabalho e o pensamento operativo constrói a relação com os materiais. Os objectos funcionam não como coisas mas como sinais. Os objectos são evocações da forma: são sinais do pensamento sobre o material.
Há uma operação rápida que quer tornar evidente o gesto que a produz.

Das exposições mais recentes, destacam-se as individuais Anátema, no MAAT, em Lisboa (2019)Timbre, na galeria The Goma, em Madrid (2018); na galeria Quadrado Azul no Porto (2017); e Trabalho, no Chiado 8 – Arte contemporânea, Lisboa (2012); e as colectivas Coleção António Cachola – 10 Anos, 10 Artistas, 10 Comissões, Chiado 8, Lisboa (2018), Coleção Serralves: Aquisições recentes, Museu de Serralves, Porto (2018), Conversas: Arte portuguesa recente na Coleção de Serralves no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2016); Au sud d’aujourd’hui, na Foundation Calouste Gulbenkian, em Paris (2015); The Lulennial: A Slight Gestuary, com curadoria de Fabiola Iza e Chris Sharp, em Lulu, na cidade do México (2015); Aprender a Caer, em La Casa Encendida, Madrid (2014); 12 Contemporâneos – Estados Presentes, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2014) e In Back of the Real, ISCP – International Studium and Curatorial Program, Nova Iorque (2011).

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